Existe um lugar


















Existe um lugar... Outrora uma casa insuspeita, de família, um lar. Hoje ouve-se pelo corredor gemidos de prazer e de dor...

Lu Sequeira

Luísa Sequeira




















A jornalista portuguesa Luísa Sequeira assina a co-direção da série Motel Sama. 
É diretora de programação do Shortcutz Porto e do Super 9 Mobile Film Fest e também produz e realiza documentários.  

Sobre lugares, amores e sacanagens

Sama e Luísa Sequeira















 




"Quando imaginei o Motel Sama, pensei num ambiente simbólico... Um lugar metafórico, que resgatasse parte da sensualidade idílica brasileira dos anos dourados com malícia e inocência ao mesmo tempo... Uma casa de Zanine numa encosta longe da cidade com vista para o mar e com um jardim de Burle Marx com plantas exóticas, habitada por uma família de mulheres misteriosas... Uma alegoria ao "pulp", às fotonovelas e aos gibis proibidos do Carlos Zéfiro. Mas tudo com frescor, potência e uma linguagem original. Há neste projeto, muito da memória de um Brasil recente, com clima policialesco, conspiratório e "nelson rodriguiano"... Por trás de todo erotismo da série, existe um cenário sombrio onde podemos ver a decadência da classe média e o preço da justiça feita pelas próprias mãos. Mas há luzes também, claro... Acima de tudo, o Motel Sama é sobre o prazer, as paixões, o amor, a sacanagem e o tesão, muito tesão."

Sama

Bruno e Wanderley





















Bruno e Wanderley, apesar de oriundos de esteios distintos, são típicos representantes da geração saúde do Rio de Janeiro. Wanderley é de classe média baixa, veio do subúrbio e formou-se em direito com ajuda da marinha. Bruno, típico garotão da zona sul carioca é professor de educação física, dá aulas em academias de ginástica e musculação. Inclusive, a ligação de Bruno com Letícia Oliveira Barbosa se deu em uma destas academias onde ela foi aluna de Bruno. Houve até uma atração mútua entre eles, mas entretanto, após um breve flerte, os dois tornaram-se apenas bons amigos.
Bruno e Wanderley têm uma paixão em comum, o Jiu-Jitsu. Conheceram-se no campeonato carioca e lutaram bravamente um contra o outro na etapa final. Foi uma disputa acirrada onde nenhum deles queria facilitar para o adversário. O nível técnico de ambos era bem equivalente e o empenho dos dois proporcionou para o público um verdadeiro show de artes marciais.
Mas, em meio ao calor do combate, ambos com as pernas entrelaçadas e pescoços envoltos por braços musculosos, sentiram proximamente a respiração um do outro... Entreolharam-se e num mudo entendimento perceberam que, a partir daquele momento, uma ligação muito forte entre os dois se estabelecera. Após um pequeno quase transe, Bruno se atinou que era ele que estava colocado entre as pernas de Wanderley. Num piscar de olhos aproveitou para girar o próprio corpanzil e se encaixar por trás dele para finalizar a luta.Wanderley, na posição submissa, não resistiu mais e se satisfez com a medalha de prata. Ele sabia que uma revanche não tardaria a acontecer e Bruno teria sua vez de ser subjugado e até gostar disso...
Depois destes eventos uma amizade muito forte cresceu entre os dois.

Lençóis bem passados



















Cubra-se com as memórias maliciosas de um sonho erótico brasileiro.

Letícia...




















Letícia Oliveira Barbosa, a filha mais nova de Dona Constança, adora a companhia de amigos. Os mais chegados são: Ritinha, Bruno e Wanderley, uma turma de farristas de primeira, figuras frequentes em festas e eventos sociais.
Mesmo após a decadência financeira da família, Letícia ainda ostenta um charme burguês lascivo e irresponsável que, apesar de decadente, é muito sexy. Sem falar dos seus atributos de beleza que rivalizam com os de Lúcia, a irmã mais velha. Há outros pontos delicados na relação destas duas belas irmãs. Letícia é mais impulsiva, caprichosa e mais carente da atenção da mãe. Talvez esta postura frívola diante da vida seja apenas uma casca de proteção, uma blindagem emocional que ela própria desenvolveu para superar as lembranças sofridas de uma adolescência traumática marcada principalmente pela morte violenta do pai. Letícia é uma mulher em busca de sentidos.

Ritinha

























Maria Rita Andrade, chamada pelos os amigos por Ritinha, é amiga e colega de Letícia Oliveira Barbosa, desde os tempos de colégio interno. E para quem duvida, as freiras do internato são testemunhas desta longeva amizade. Ambas também frequentaram a mesma faculdade, os mesmos bares, as mesmas festas e de vez em quando até a mesma cama, mas só as vezes. 
Apesar dos jogos de sedução e eventuais partilhas de namorados, não há entre elas nenhuma convicção lésbica, gostam mesmo é de brincar e provocar… Ritinha curte astrologia e é formada em comunicação social, mas gostaria de trabalhar com moda. Tem ímpeto e criatividade para isto, mas adia esta decisão por sofrer de uma certa preguiça para administrar egos alheios. Possui um espírito aventureiro, alto astral, meio hippie, gosta de experimentar lugares e pessoas diferentes… Ritinha é sempre uma boa companhia.